A chegada em Ouro Preto foi tranqüila. Pertinho da rodoviária, consegui um hotel confortável e com um bom preço.
A cidade é, como todos sabem, muito bonita. Mas eu já estava meio de saco cheio de tanto ver igreja...rs
Ouro Preto me lembrou bastante o Pelourinho: muitas ladeiras, muitos locais históricos e etc...
Fiquei apenas um dia lá. Na sexta, peguei um ônibus rumo à Belo Horizonte.
BELO HORIZONTE
Nunca tinha ido à BH e confesso que pesquisei muito pouco sobre. Porém, por sorte, encontrei um albergue muito bom e barato (Pousadinha Mineira)bem no centro da cidade.
Aproveitei que estava numametrópole e fui ao shopping comprar algumas coisas e cortar meu cabelo que estava enorme.
Tomei uma cervejinha num bar, na Av. Afonso Pena, uma das principais vias da cidade.
BH é bem parecido com São Paulo, mas diria que é um pouco melhor devido às ruas serem mais arborizadas e haver mais policiamento.
Fiquei lá apenas um dia, de sexta (25/02) para sábado (26/02). Pensei em fazer até em cair na night na sexta, mas como choveu demais, desanimei.
Sábado, às 15h fui embora do Albergue, rumo ao aeroporto de Confins.
No caminho para o aeroporto, há uma cidade administrativa... Parecida com Brasília, com alguns prédios de órgãos do governo, que apresentam uma bela arquitetura.
Ao chegar no aeroporto, peguei um avião, rumo à Maceió! Voei pela companhia Azul, e adorei! Tem até televisão nas poltronas, parecia avião de vôo internacional...
MACEIÓ
Fiquei hospedado na praia de Guaxuma, litoral norte de Maceió. Fiquei num hotel da rede SESC, muito barato e bastante confortável! R$70 a diária, com café da manhã, almoço e jantar! E a comida era muito boa.
O local ainda conta com piscinas e saída direta para a praia de Guaxuma, que é muito bonita, porém possui um mar bastante revolto.
Também conheci a famosa Ponta Verde, a praia mais badalada de Maceió. A praia é belíssima... Possui um calçadão, com ciclovia e diversos quiosques muito simpáticos!
Também visitei o Shopping da cidade, pois havia esquecido de trazer uma sunga de SP e tive que comprar.
Tudo em Maceió é bem próximo, o acesso é fácil e o taxi não é caro.
Sai de lá na quarta-feira (02/03) rumo à praia de Porto de Galinhas-PE.
PERCURSO MACEIÓ – PORTO DE GALINHAS
Eu nunca imaginei que encontraria tantas dificuldades para chegar em Porto de Galinhas. De Maceió, peguei um ônibus para Recife e acreditava que seria fácil, pegar um ônibus para Porto de lá, mas não foi fácil.
Em primeiro lugar, o trajeto de Maceió à Recife demorou 5 horas (enquanto minhas pesquisas apontavam 3 horas).
A rodoviária de Recife é muito estranha. Fica muito longe do centro da cidade, numa rodovia isolada.
De lá, não havia ônibus direto para Porto de Galinhas. Me informaram – errado – que o ônibus para o município de Palmares, passaria por Ipojuca, a cidade que abriga o distrito de Porto de Galinhas.
No ônibus descobri que não iria para Ipojuca. Tive que descer no meio do caminho, na cidade de Cabo de Santo Agostinho e de lá pegar um ônibus urbano para Ipojuca. Ônibus urbano, e lotado, já que era a hora do rush (18h30).
Além disso, tive que descer na entrada da cidade de Ipojuca, para só depois pegar uma Kombi clandestina e chegar em Porto de Galinhas.
Resultado: 10h de viagem, condições de transporte bem difíceis e informações desencontradas.
PORTO DE GALINHAS
Quando finalmente vi meu hotel, me deu vontade de beijar o chão, ao melhor estilo Papa...rsrs
O hotel é lindo, de frente pro mar e a praia é de tirar o fôlego! Linda, linda!
Como cheguei às 20h, aproveitei para tomar um banho e capotar... estava exausto!
Hoje fiquei o dia todo na praia, tomando drinques e me acabando comendo camarões maravilhosos ao azeite e alho!!!
Amanhã a tarde, vou rumo à Recife! E iniciaremos todas as festas do carnaval!!!!
Daqui da rodoviária, peguei um ônibus, que ia direto ao centro histórico. Lá, fui a uma igreja, clássica do tempo colonial. Além disso, tem um conjunto de 7 capelas. Elas ficam dispostas em ziguezague, dentro de cada uma delas, há uma passagem da paixão de cristo: a 1ª com a Santa Ceia e a última com a Crucificação. As esculturas são todas de Aleijadinho, e mesmo para quem não é católico, vale a pena, pela beleza e pelo contexto histórico sob a qual esses trabalhos artisticos foram feitos.
Não encontrei nenhuma referência familiar que eu esperava aqui, porém, foi bom visitar. A cidade, como todas que já fui em MG, é bastante acolhedora...
Agora, a próximo destino é Ouro Preto!! Para isso, vou ter que pegar um onibus para Ouro Branco e de lá, seguir viagem.
Achei uma lan-house numa rodoviária aqui em MG, na cidade de Congonhas, então, vou atualizar os acontecimentos desse mochilão até agora.
Salvador (último dia)
No último dia, visitei o Museu da Música Brasileira e encontrei várias raridades: um LP original de Carmen Miranda, histórias sobre Dorival Caymmi (que foi o compositor de "O que a baiana tem?"), fotos da tropicália, um gramofone e muitas outras coisas. Está tudo fotografado.
Depois, passei a tarde toda dormindo na rede (Bahia dá uma preguiiiiiça...rsrsrs) e à noite chegaram - finalmente - alguns brasileiros no hostel. Fiz amizade rapidamente com esse pessoal e seguimos, mais uma apresentação do Olodum pelo Pelourinho. Depois, fomos num show gratuito, se não me engano, o nome do cantor era Edu Casablanca... Mesmo sendo de axé, nos divertimos e nos jogamos.
Mais tarde, fomos para o bar e começamos a beber. De repente, juntou tanta gente na mesa (os brasileiros que acabaram de chegar, as argentinas e os franceses)... O papo rolou até às 4h da madrugada... Foi ótimo.
Depois, fui para o hostel, dormi algumas horas e voltei pra SP.
Pausa [ ]
Quando eu cheguei em São Paulo, na terça, meu plano inicial era ficar em SP até quarta e na quinta-feira mesmo, prosseguir o mochilão. Mas fiquei preso com alguns projetos pessoais (que não posso contar agora).
Aproveitei para visitar família, rever todo mundo e só consegui cair na estrada na segunda-feira (21/02).
Retomada do Mochilão e Imprevistos
Como disse acima, na segunda-feira eu estava decidido a retomar o mochilão (Etapa MG) e decidi que pegaria o ônibus das 20h para Congonhas - MG.
Saí de casa às 17h e levei DUAS HORAS E MEIA para chegar ao Tietê. Comprei minha passagem, e tudo estava dando certo.
Acontece que perdi a passagem na rodoviária e quando conseguir recuperá-la, o ônibus para Congonhas tinha acabado de partir.
Tive que trocar a passagem para Conselheiro Lafaite e embarcar no próximo ônibus. às 22h30. Embarquei no ônibus e estava tudo tranquilo, porém, ao ouvir em uma das paradas que estavam sendo realizadas que estávamos em S. João Del Rey, decidi descer e ir para Tiradentes!!
Tiradentes
Com toda essa mudança de trajeto, acabei chegando ontem cedinho na cidade de Tiradentes - por volta das 6h30. Após uma procura que levou uma hora, achei uma pousada que me aceitasse naquele horário sem cobrar uma diária a mais.
A cidade é incrível, tombada pelo patrimônio histórico e com uma energia muito boa.
Passeei por lá, peguei uma piscina, comi uma pizza com cerveja e saí de lá hoje de manhã, com destino à Congonhas.
Congonhas
Os motivos que me trouxeram até aqui foram: 1. Era caminho para Belo Horizonte; 2. Aleijadinho nasceu aqui; 3. Minha avó nasceu aqui e é possível que eu possa encontrar algum registro familiar por aqui.
Estou meio perdido. Desci na rodoviária e agora preciso dar um jeito de chegar no centrinho da cidade...rsrsrs
Estou amando a experiência de ir, na raça, conhecer cidades, lugares e etc...
Como disse anteriormente, sou o único brasileiro hospedado por aqui. E como não aguento ficar sem falar, sinto uma necessidade enorme de interagir com as pessoas. Então, saí pelo albergue conversando com os outros hospedes. Quem me conhece, sabe que nunca aprendi nenhuma língua para valer, então o jeito foi improvisar. Comecei a falar com algumas moças argentinas, e depois de certo tempo, meu "portunhol" funcionou...rs Depois, apareceu um alemão, falando um espanhol bastante difícil e ainda assim consegui entendê-lo e falar com ele. Ao final do dia, já tínhamos conversado tanto, que todos fomos beber em um bar aqui no Pelourinho. O bate-papo rolou até altas horas da madrugada.
O melhor de tudo é que isso me serviu de aprendizado, agora sei que é totalmente possível ir para outro país e conversar, conhecer pessoas, mesmo sem total domínio do idioma daquele lugar. Isso abre a possibilidade para que eu faça um próximo mochilão em outros países, com uma maior confiança.
Ontem, depois da minha postagem, rolou uma apresentação do pessoal da Escola Olodum. Foi incrível toda aquela batucada, na frente do meu hostel. O pessoal do Olodum tem um bom sistema de autogestão: vendem discos do grupo, camisetas, telas e etc. Os visitantes, principalmente estrangeiros, adoram.
Igreja de S. Francisco de Assis:
A única igreja que estava aberta do Pelourinho ontem é MUITO bonita e interessante. Não só pela igreja, mas também pelo museu anexo, com um acervo de tirar o fôlego. O trono usado por D. Pedro I está lá, as salas de jantar da igreja no século XVIII, com muitas peças em ouro. Muitos quadros e esculturas da arte barroca, além dos brasões de famílias importantes. Tirei muitas fotos.
Largo do Pelourinho:
A única coisa para falar: "Sabe onde o Michael Jackson gravou o clipe de 'They Don't Care About Us'"? Então... é lá. FODA!
À noite, decidi fugir do circuito de baladas e boates e ficar por aqui mesmo. Muitos bons bares ficam abertos, tocando o melhor da música baiana (Caetano, Gal, Bethania). É muito bom!
O calor aqui é absurdo. Estava pensando em pegar uma praia hoje, mas de acordo com o pessoal local, as praias da cidade, no domingo são lotadas (eu também pude comprovar isso ontem, no caminho do aeroporto para cá). Portanto, hoje vou passear um pouco mais por aqui e amanhã, que é segunda-feira estará bem mais tranquilo.
Por ficar difícil de encontrar todo mundo conectado ao mesmo tempo, e pelo espaço para postagens no facebook ser curto para tantas postagens, vou usar meu antigo blog como diãrio de viagem, assim vocês ficam atualizados do que está rolando pelas minhas andanças pelo Brasil afora... rs
A chegada aqui em Salvador foi tranquila. Às 9h30 desembarquei no aeroporto da cidade, e seguindo a orientação do site do albergue que estou hospedado, peguei um ônibus, conhecido por aqui como "frescão", que percorre boa parte da orla de Salvador, até chegar ao centro - Pelourinho - onde estou hospedado.
Fiquei besta com o preço do ônibus. Apenas R$3,00, por um percurso que não é curto - foram 1h30 para chegar até aqui. O ônibus tem ar condicionado e passa por pontos importantes de Salvador: Praia de Itapoã e da Barra, onde tem aquele famoso farol(que visitarei, provavelmente amanhã); Rio Vermelho; Pituba (pelo que percebi, é o bairro nobre de Salvador, parece um pouco com Moema) e Pelourinho.
O primeiro imprevisto da viagem
Devido ao forte calor, bebi muita água. O percurso do aeroporto até o albergue é longo, como disse acima. Num determinado ponto do percurso, fiquei muito apertado e não havia outra solução, a não ser, descer do ônibus.
Saltei num bairro, Lapa. Que por sinal é bem parecida com a Lapa de São Paulo... uma muvuca enorme, camelôs, lojas populares e etc. Por um milagre encontrei um Shopping Center em poucos minutos e puder mijar feliz da vida! hahahaha
O Shopping parecia a Galeria Pajé de tão cheio. Não era difícil esbarrar em alguma pessoa. Além disso, todo o aquele estereótipo, criado pelos paulistas, de que os baianos são lentos, se destruiu num minuto. A galera é acelerada demais... Não esperam o farol para atravessar a rua, andam com pressa e com pouco papo...
Ao sair do banheiro, tive a visão do paraíso: um Mc Donalds. Eram 11h da manhã, mas como tomei café às 4h, já estava morrendo de fome. Matei um Big Mac em poucos minutos e saí do shopping.
E agora? Como eu faço para chegar no meu hotel?? rs
Não sei como explicar, mas parecia que eu já tinha vindo aqui. Simplesmente fui andando por uma avenida da cidade, seguindo placas e em 15 minutos de caminhada, cheguei ao Pelourinho. UFA!
Não é balela... o Pelourinho é realmente lindo e obrigatório!
Ao subir a primeira ladeira do Pelourinho, em direção à Praça da Sé, já comecei a ouvir a batucada. Ao chegar na praça, como eu imaginava, haviam as típicas baianas vendendo seus acarajés e a moçada jogando capoeira no meio da praça. Ah, e MUITOS, MUITOS GRINGOS.
Cada rua, cada construção, cada morador daqui, transpira brasilidade. Senti um orgulho de ser brasileiro... de ter no meu DNA essa energia que conquista pessoas do mundo todo...
Estou em êxtase até agora.
O albergue
Logo de cara, quando cheguei eu gostei. O local tem a arquiterura antiga e só toca música brasileira. Aqui no cyber, de onde estou postando, estou ouvindo Bezerra da Silva, com uma cervejinha do lado! hahaha
O atendimento até agora foi supersimpático.
O quarto é muito pequeno, mas vamos ver o que vai acontecer. Ah... e uma notícia que vai deixar alguns com inveja: sou o único brasileiro do quarto. Divido a hospedagem com franceses e ingleses - e o melhor - eles se esforçam no português e a cominicação está saindo. Tudo bem, que as vezes ninguém entende nada, mas tudo bem... rsrs
Programação para hoje
Na parte da tarde, visitarei alguns pontos aqui do Pelourinho. Tem muitas igrejas, museus, centros culturais e estou louco pra começar a desvendar tudo isso.
A noite, pretendo ir para alguma balada, na praia da Barra. Pelo que vi, é a mais popular da noite de Salvador!
Duas músicas da trilha sonora oficial da Copa do Mundo 2010.
K’Naan – Wavin’ Flag
O rapper “somali-canadense” lançou o disco Troubadour em 2009. Apesar do hip-hop de não ser meu gênero de música favorito, ouvi o disco e gostei bastante de algumas músicas, como T.I.A. , ABC’s , If Rap Gets Jealous e a própria Walvin’ Flag que vem no álbum numa versão mais “light”.
A versão oficial da copa, que está disponível aí embaixo, conta com batuques africanos e um toque a lá Coca Cola. Acontece que esta música, antes de se tornar a trilha oficial e ganhar uma produção repaginada, havia sido escolhida pelo marketing da Coca Cola como música tema de suas propagandas temáticas da copa 2010.
Shakira – Waka-Waka
Em 2006, Shakira participou musicalmente da copa quando cantou no encerramento da mesma uma versão nova para o hit da época “Hips Don’t Lie”.
Agora, ela lançou uma música dedicada especialmente para o evento. Animada e em clima de celebration para o mundial de 2010!
Essa coisa de ser oito e oitenta é de enlouquecer. Vivo entre altos e baixos e sempre me lamentei por isso. É como estar ótimo e minutos depois estar mal. E vice-versa.
Mas aí, consigo visualizar dentro dessa instabilidade, algo muito precioso. Conviver pelos extremos me possibilita liberdade de sentir a intensidade de cada momento, sendo ele bom ou ruim.
Transito pelos céus e infernos de mim mesmo e consigo sempre aprender a cada vôo e a cada queda.
Acho um saco viver numa estabilidade. Com o coração batendo sempre no mesmo ritmo por anos. Sem fantasiar, deslumbrar. Sem se debater, chorar até inchar.
Eis que chega o mês de maio e vi que nunca havia escrito nada sobre esse mês.
Há muitos anos, o mês de maio sempre carrega em si um novo começo. Em maio de 2006, fiz uma cirurgia na qual fiquei internado por uma semana e após minha recuperação resolvi adotar um novo estilo de vida que vigorou até hoje.
Em 2007, também neste mês, saí de uma grande empresa que me fez enxergar como todo esse mundo corporativo funciona: a mistura de deslumbre, status, deslealdade, ambição e concreto. Além disso, tive dengue. Por incrível que pareça, foi uma doença que comemorei na época, afinal era o único jeito de ficar afastado de tudo e de todos por um tempo para me reconstruir sozinho.
No mês cinco de 2008, me vi totalmente derrotado por uma série de tentativas que fiz. A partir desse baque, minha postura mudou e conduzi meus problemas de um modo mais adulto. E mais adúltero, também...rs
Em 2009, cheguei ao esgotamento devido ao último ano de faculdade e entrei num período de muita reflexão e entendimento das minhas necessidades. Existem metas dessa época que continuam firmes na minha cabeça até hoje.
E agora, em 2010, quero novamente uma reinvenção. Busco o fim da mesmice. Definitivamente preciso inaugurar um novo capítulo na minha história.