Casa Se eu fosse uma casa, diria que já sofri inúmeras explosões e implosões. E a cada ocasião, me reconstruí. Nessas novas e constantes construções, nem sempre coisas grandes mudaram: uma janela trocou de posição, paredes ficaram mais maciças, e as cores foram trocadas, por dentro e pela fachada. Fui acostumado a sempre querer as paredes brancas, como a maioria das pessoas. Depois, percebi a necessidade em mudar a combinação das cores, mesclando as tonalidades mais vivas às mais bucólicas, trazendo à minha habitação um reflexo de meus pensamentos que exploram minhas emoções mais radiantes e mais obscuras. E por mais que meu teto caia ou estremeça, as telhas sempre foram a minha menor preocupação. Elas podem me proteger do frio e da chuva, mas me impediram, por diversas vezes, o desfrute de um belo sol de inverno.
Escrito por Douglas Macch às 23h48
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